Painel de Riscos do Setor Segurador
O painel de riscos do setor segurador português, de publicação semestral, é uma das ferramentas utilizadas pela ASF para a identificação e mensuração dos riscos e vulnerabilidades do setor na perspetiva da preservação da estabilidade financeira, tendo por base um conjunto de indicadores, e considerando 8 categorias de risco: macroeconómico, crédito, mercado, liquidez, rendibilidade e solvabilidade, interligações, específicos de seguros vida e específicos de seguros não vida.
Síntese das principais observações relativas aos riscos do setor segurador:
- Macroeconómicos: Persistência dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia continua a pressionar o crescimento económico e a inflação, condicionando a política monetária do BCE.
- Crédito: Subida das taxas de juro tende a aumentar o custo de financiamento da dívida, o que pode traduzir-se no alargamento dos prémios de risco.
- Mercado: Risco material de correção acentuada nos preços dos ativos, de salientar em particular o otimismo em torno do setor tecnológico.
- Liquidez: Ligeira deterioração do rácio de liquidez dos ativos, compensada por uma melhoria do rácio de entradas sobre saídas.
- Rendibilidade e Solvabilidade: Rácio SCR de 195% ainda que tenha ocorrido um decréscimo de 18pp. Impacto total comboio tempestades não se encontra ainda totalmente refletido no rácio SCR.
- Interligações: Ligeiro decréscimo do investimento em dívida soberana nacional e da concentração por grupo económico e setor de atividade.
- Específicos Seguros Vida: O aumento das taxas de juro pode tornar outros produtos de poupança mais atrativos, com possível impacto nos resgates e na produção.
- Específicos Seguros Não Vida: Comboio tempestades com grande impacto em IOD. Possível aumento dos custos pela evolução da inflação. Aumento esperado da frequência e da severidade dos eventos climáticos e de catástrofes naturais.
- ESG (i): A sucessão de tempestades que atingiu Portugal reforça a materialidade do risco climático, evidenciando a crescente exposição do setor segurador a eventos extremos mais frequentes e severos.
- Cibernéticos e de digitalização (i): Avanço das capacidades dos Frontier AI Models, aumentando o potencial de exposição a ciberataques, pela capacidade de deteção de vulnerabilidades e pela acessibilidade.
Arquivo
Anexo - Evolução dos Indicadores
Notas metodológicas